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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
Justiça

Polícia usa reconhecimento facial para identificar envolvidos no "Surubão do Arpoador"

A prática de atos obscenos em locais públicos, como a registrada no Rio de Janeiro, pode levar a penas de até um ano de detenção ou multa

Redação II
Por Redação II
Polícia usa reconhecimento facial para identificar envolvidos no
Reprodução/Internet
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Cerca de 30 homens estão sendo investigados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por participação em atos obscenos no famoso "Surubão do Arpoador", ocorrido durante as celebrações de ano-novo. Com a ajuda de tecnologia de reconhecimento facial, os envolvidos serão identificados e convocados a prestar depoimento.

As autoridades do Rio de Janeiro estão mobilizadas para identificar os participantes de uma cena inusitada que ganhou as redes sociais. Durante a virada do ano, um grupo de cerca de 30 homens protagonizou atos obscenos em plena praia do Arpoador, ponto turístico conhecido mundialmente. O caso, apelidado nas redes como o "Surubão do Arpoador", viralizou com vídeos amplamente compartilhados e gerou indignação e perplexidade.

O delegado Sandro Caldeira, da 14ª DP (Leblon), afirmou que imagens de câmeras de segurança próximas ao local já estão sendo analisadas. "Fizemos diligências para recolher vídeos que possam ajudar na identificação dos envolvidos", declarou. As gravações foram enviadas ao Instituto de Identificação Félix Pacheco, que utilizará tecnologia fornecida pelo Detran para reconhecer os participantes.

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Segundo Alexandre Trece Motta, diretor do instituto, o sistema de reconhecimento facial cruza dados para gerar uma lista com até 100 possíveis candidatos. A partir disso, os suspeitos serão convocados para prestar esclarecimentos.

Além da repercussão negativa, os envolvidos podem enfrentar complicações legais. De acordo com o Código Penal Brasileiro, a prática de atos obscenos em locais públicos é considerada crime, com penas que variam de três meses a um ano de detenção ou multa.

Enquanto isso, nas redes sociais, o "Surubão do Arpoador" divide opiniões. Entre críticas ao desrespeito ao espaço público e piadas sobre a "festa", o caso expõe um debate sobre comportamento e limites em eventos de grande aglomeração, como as tradicionais celebrações de ano-novo no Rio de Janeiro.

A polícia segue com as investigações e alerta: atitudes como essa não apenas violam normas legais, mas também ferem o convívio social e a imagem da cidade, que tenta se firmar como destino turístico seguro e acolhedor.

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