A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) passará por uma troca de comando. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta terça-feira (7), demitir o ministro Paulo Pimenta, em um movimento que reflete tanto as críticas à condução da pasta quanto a necessidade de alinhar a comunicação governamental com a população mais vulnerável.
Pimenta, que deixa o cargo oficialmente nesta quarta-feira (8), durante a cerimônia que marca os dois anos dos ataques de 8 de janeiro, sai com um histórico polêmico. Sua gestão na Secom foi amplamente criticada pela dificuldade em dialogar com as classes populares e pelo desprezo pela nova imprensa, composta pelos portais independentes que emergiram como voz relevante no cenário midiático nacional.
Embora a saída seja formalizada como um "afastamento a pedido", o contexto revela uma relação desgastada entre o governo e o próprio ministro. Internamente, a Secom foi responsabilizada por crises de imagem que fragilizaram a popularidade de Lula e permitiram o avanço de narrativas da extrema direita nas redes sociais.
Portas fechadas à nova imprensa
A exclusão dos portais independentes durante a gestão de Paulo Pimenta é um dos pontos centrais das críticas. Considerados por muitos como uma das principais alternativas à mídia tradicional, esses veículos enfrentaram barreiras para acessar informações no Palácio do Planalto. Pimenta optou por priorizar uma comunicação centralizada e, muitas vezes, distante do cotidiano da maioria dos brasileiros.
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